Apontamentos e Propostas sobre Transportes no Concelho
Propostas de Maria Morais
No concelho de Cascais a mobilidade intra e interconcelhia (como os transportes transversais a vários dos concelhos limítrofes a Cascais) apresenta diversos problemas que se colocam aos diferentes munícipes, em particular os de acessibilidades, e que se prendem com diferentes faixas etárias e com pessoas com dificuldades especiais de locomoção ou de orientação espacial.
Vejamos alguns destas anomalias: Não só existem poucos autocarros como o seu horário de funcionamento é diminuto para as necessidades. E se pensa que poderá fazer uma única viagem com bilhete pré-comprado, desengane-se. Os postos só vendem conjunto de módulos!
A agravar esta situação verificamos que há uma ausência total de comunicação da empresa com o seu público, ignorando as suas necessidades: percursos alterados sem satisfação ao utente, locais sem venda de bilhetes (ex. Areia), horários difíceis de consultar (letra mínima e só com a hora de saída do terminal, tendo o passageiro de fazer as contas da provável chegada da carreira à sua localidade), falha esporádica de carreiras, paragens sem abrigos dos ventos e das chuvas e terminais com WC muito pequena.
Mas não fica por aqui a relação de questões que importa alterar, nomeadamente a má preparação dos funcionários das carreiras que não só apresentam uma condução perigosa e têm, geralmente, uma má relação com o público, como também são regulares incumpridores de horários.
Para obviar estes problemas, apresentamos algumas Propostas:
. Coordenação entre horários dos autocarros e os outros transportes; Substituição dos autocarros grandes por pequenos veículos mais adaptáveis a alguns percursos e horários (com menor afluência de passageiros); mais autocarros e alargamento dos horários e cobertura de zonas deficitárias com afluxo de população (como o Centro de Saúde no Centro de Alcabideche ou o Centro de Saúde de S. João do Estoril); carrinhas com horários suplementares entre Guincho e Cascais ao fim-de-semana e no Verão; acessibilidades: rampas para o terminal e para os autocarros (cadeiras de rodas, carrinhos de bebé, malas de viagem, etc.) e para pessoas com dificuldades motoras (por exemplo, para atravessar as linha de comboios); segurança no túnel entre o comboio e o terminal rodoviário em Cascais.
Criação de uma cultura de diálogo da empresa com os passageiros e com a população, através de:
Acções de formação de atendimento ao cliente para os trabalhadores. Evidentemente tal só fará sentido e eco se for acompanhado de condições de trabalho adequadas aos empregados das empresas de serviços de transportes, como a Scotturb, que, por exemplo, deverá ter um seguro especial para perdas infligidas por roubos ou outros, tal como é desde há muito reclamado pelos trabalhadores dessa Empresa. Instauração imediata de inquéritos quando for apresentada queixa e respectiva divulgação dos resultados aos munícipes. Criação de nº Verde para comunicação entre utentes e empresa. Ampliação da secção de Perdidos e Achados, Reclamações e Sugestões em Cascais e em outros terminais (e não só no dormitório dos autocarros e sede da empresa na Adroana)
Por último, devem as Autarquias (Municipal e Freguesias) promover acções de formação cívica dirigidas a todas as pessoas que trabalham no Concelho: eis uma das maneiras de melhorar o atendimento ao Turista!
Propostas de Maria Morais
Mobilidade interconcelhia
A somar ao problema das acessibilidades com que muitos cidadãos são confrontados diariamente, um novo problema surge para os cascalenses com a decisão da CP de implementar mais um instrumento de controlo de passageiros à saída do comboio. Compreende-se que a CP queira optimizar receitas e impedir viagens gratuitas, mas esta medida afecta particularmente a generalidade dos cidadãos, que pagam habitualmente.
Para aqueles que viajam de comboio os obstáculos a transpor são escadarias, filas de controlo de bilhetes electrónicos à saída dos comboios e mais escadarias.
Se precisam de tomar o Metro à entrada deparam-se novamente com intermináveis filas de controlo de bilhetes de comboio e mais escadarias. De referir que frequentemente as portas automáticas avariam, e lá vêm as pessoas de uma fila retornar ao ponto de partida atrás de uma outra fila…
“Controle o seu stress” – dizem os aconselhamentos de saúde. Ok! Como?!? Se os Cascalenses e os Oeirenses aderissem em massa aos apelos da não utilização de viaturas próprias e decidissem deslocar-se de comboio para os seus trabalhos no centro de Lisboa, já imaginou a que horas chegariam e a falta de boa disposição para atender às tarefas laborais??!
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Porque será que a CP e o Metro não se entenderão para facilitar a vida dos seus passageiros? Quem sai do comboio e entra no metro, com um bilhete electrónico comum, porque tem de sair-entrar? Não se justifica, com tanta tecnologia… Ou será que não há técnicos capazes de pensar em soluções mais vantajosas para os utentes? Ter-se-ão esquecido de criar acessos deste tipo, aquando da construção das enormes estações de betão?…
Quem paga o nosso stress?
E já agora: porque não viram de lado a bilheteira electrónica, que está entre as portas electrónicas do metro e comboio, de forma a que as bichas na compra não colidam com a passagem dos restantes utentes? Não deve ser assim tão difícil pensar no interesse dos clientes…